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terça-feira, 27 de julho de 2010

VIDA!!!




JÁ PERDOEI ERROS QUASE
IMPERDOÁVEIS
TENTEI SUBSTITUIR PESSOAS
INSUBSTITUÍVEIS
E ESQUECER PESSOAS
INESQUECÍVEIS.
JÁ FIZ COISAS POR IMPULSO
JÁ ME DECEPCIONEI COM PESSOAS
QUANDO NUNCA PENSEI ME DECEPCIONAR,
MAS TAMBÉM ME DECEPCIONEI.
JÁ ABRACEI PRA PROTEGER.
JÁ DEI RISADA QUANDO NÃO PODIA
JÁ FIZ AMIGOS ETERNOS
JÁ AMEI E FUI AMADO,
MAS TAMBÉM JÁ FUI REJEITADO
JÁ FUI AMADO E NÃO SOUBE AMAR
JÁ GRITEI E PULEI DE TANTA FELICIDADE
JÁ VIVI DE AMOR E FIZ JURAS ETERNAS
MAS QUEBREI A CARA MUITAS VEZES
JÁ CHOREI OUVINDO MÚSICA E VENDO FOTOS
JÁ LIGUEI SÓ PARA ESCUTAR UMA VOZ
JÁ ME APAIXONEI POR UM SORRISO
JÁ PENSEI QUE FOSSE MORRER DE SAUDADE E ...
TIVE MEDO DE PERDER ALGUÉM ESPECIAL
( E ACABEI PERDENDO )
MAS SOBREVIVI!
E AINDA VIVO!!!
NÃO PASSO PELA VIDA...
E VOCÊ TAMBÉM NÃO DEVERIA PASSAR
VIVA!!!
BOM MESMO É IR A LUTA COM DETERMINAÇÃO,
ABRAÇAR A VIDA E VIVER COM PAIXÃO!
PERDER A CLASSE E VENCER COM OUSADIA,
PORQUE O MUNDO PERTENCE A QUEM SE ATREVE
E A VIDA É MUITO PRA SER INSIGNIFICANTE!!!



Charles Chaplin

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fernando Pessoa



Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

domingo, 21 de junho de 2009

QUANDO ESTÁ FRIO


Hoje começa o inverno no hemisfério Sul. De forma geral, apesar das Estações não estarem muito definidas nos últimos anos, o outono é a estação que as plantas escolhem para interromper seu período produtivo. A partir daí, o metabolismo fica mais lento e o crescimento desacelera, para florescer novamente na primavera.
Inverno: na mitologia grega, Zeus ordenou que Perséfone, sua filha com Deméter, ficasse seis meses com sua mãe e seis meses com Hades, o deus da escuridão. Deméter teria se entristecido, e por causa desses períodos em que ficaria longe de sua filha, teria se originado o outono e o inverno.
Nada como um poema de Alberto CAieiro, hetenômino de Fernando Pessoa, para descrever as sensações desta estação que se inciou hoje, às 02:45.

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável, Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.